Relacionamento com homens e mulheres

Seienden, Heidegger e as experiências da plenitude do Ser, um breve ensaio

2020.11.27 13:34 BlindEyeBill724 Seienden, Heidegger e as experiências da plenitude do Ser, um breve ensaio

Seienden, Heidegger e as experiências da plenitude do Ser

Assim Wolfam Eilenberger fala de Heidegger:
“Para Heidegger, a angústia é o exemplo de vivência de uma perda abrangente de sentido, que expõe - no vazio e na falta de vínculo resultantes - o olhar para o verdadeiro fundamento do Dasein em questão. E expõe de tal maneira que esse fundamento em si não comparece, não existe, não está dado ou assegurado por nada nem ninguém! No modo da angústia, o Dasein experiência a efetiva falta de chão e o possível caráter ordinário da própria existência de todos os entes [Seienden].”
Ainda que poste, e administre, uma página de apologética, creio que muito do que penso pode ser restringido ao âmbito da razão natural, desvenciliável, e não sou santo ou carola o bastante para postar somente sobre tópicos teológicos, ainda que o julgue fundamental¹. A própria ascensão da alma à compreensão natural (e me expresso dessa forma cônscio de que pode irritar e me contradizer) é útil à “apreensão” do divino, ademais. É claro que os limites da razão natural são discutíveis. Lendo esse trecho sobre Heidegger, não pude deixar de enxergar aí um exemplo de um niilismo tipicamente moderno (mais, o niilismo é, desde o princípio, um movimento tipicamente moderno), não digo para discutir, nem afirmo categoricamente “Heidegger = niilista” não conheço o suficiente de Heidegger para dizê-lo. O que me chamou a atenção é essa experiência que, creio, já senti e creio que muitos já sentiram, essa “perda de sentido” esse “fundamento em si” que “não comparece”, que “não está dado ou assegurado por nada nem ninguém”.
Essa experiência de ausência de sentido parece-me contrapor ao que considero fundamental à vida filosófica e espiritual, a saber, a experiência de plenitude do sentido, aqui, é certo, a primeira coisa que se pode arguir, creio, é que essa experiência de plenitude de sentido têm raízes na minha concepção religiosa, creio que não, pode ser argumentado que elas têm raízes fisiológicas, mas não religiosas, e digo o porquê, o porquê creio que se inserem dentro da razão natural. Sem entrar em detalhes, tive três experiências, num aperto de mão de um tio durante uma festa de aniversário na infância, numa espécie de paralisia do sono enquanto dormi ouvindo Beethoven e subitamente acordei, e na faculdade quando realizava exercícios de memorização de idéias e, na casa das duas dezenas, tive novamente essa impressão aguda, mais ainda, ao contar para minha mãe sobre as características dessas impressões e como me parecem fundamentais ela disse que sentiu algo parecido só depois dos cinquenta anos, enquanto lavava a louça em seu trabalho! Qualquer unidade ou relação entre esses eventos e a religião me parece extremamente frágil.
Tampouco digo que essa experiência é uma experiência do divino, meu tópico não é esse e eu não entraria de supetão numa discussão tão acirrada mesmo dentro da teologia. Havia sintetizado à um amigo filósofo da seguinte forma, na busca das características distintivas dessas experiências:
1-Na primeira experiência da infância se destaca a felicidade imensa, logo, a felicidade imensa faz parte da potencialidade sentimental do que chamo de experiência extraordinária;
2-Na experiência na faculdade, quando estava memorizando diversas ideias, o que se destacou foi uma experiência vívida de uma separação do ambiente, desde daquela época eu expressei o ocorrido como uma sensação de deslocação temporal, como se tivesse um tempo diferenciado, quero evitar essa expressão pois implica problemas muito grandes por ora, mas digamos que uma consciência aguda da interioridade seja a nota distintiva dessa segunda experiência;
3-Na terceira experiência, a da música ao acordar, pode-se alegar que foi uma espécie de paralisia do sono sem medo, o que se destacou aqui foi a percepção da beleza (no caso da música de Beethoven), e uma sensação de completude, porque não quis nem me mexer, mas fiz normalmente depois que passou.
A sensação de completude pode, se não me falha a memória, ser elencada como elemento unificador das três experiências, então, temos dois elementos, a “extraordinariedade”, dito de outro modo, a “inesquecibilidade” duas palavras que sequer existem mas cujo sentido é compreensível. Das três temos os seguintes elementos distintivos, a felicidade imensa, a consciência aguda da interioridade e a percepção da beleza. Essas experiências são o que eu chamo de experiências extraordinárias, mas podemos chamar de “experiências da plenitude do sentido” e me colocam num lado diametralmente oposto àquele de Heidegger (neste trecho) e dos niilistas.Essa experiência pode ser aproximada de outras quais também já foram registradas, peak experiences, experiência oceânica, etc, num contexto secular.
Se eu fosse partir de um common ground entre teístas e ateístas teria de atribuir ao homem a capacidade de projetar-se no real de tal forma que não só teria por si meios de enxergar de forma niilista o mundo devido ao seu vazio interior, mas teria meios de enxergar o mundo como portador de sentido por características igualmente imanentes (meramente psicológicas). Porém, como parto do pressuposto que o Ser é pleno de sentido, me mantenho na razão natural quando pontuo que, ao contrário, parece que Heidegger acabou sucumbindo à projeção de si no mundo enquanto a experiência de plenitude do Ser é, ela sim, originária, um ato intuitivo que vai no mesmo sentido de uma apreensão noética [da plenitude do Ser]. Ah! Quanta coisa se confunde neste tópico, por exemplo me parece que muita baboseira New Age é escrita se confundindo esse pontos, outros querem diluir as religiões nessas experiências selvagens de sentido, mas o fundamental é esta visão:
Como diz Einstein:
“A emoção mais bela que podemos experiência é a mística. Ela é a propagadora de toda verdadeira arte e ciência. Aquele para quem essa emoção é estranha ... está, por assim dizer, como morto. O que é impenetrável para nós existe realmente, manifestando-se como a mais alta sabedoria e a mais radiante beleza, que nossas entorpecidas aptidões podem compreender somente em suas formas mais primitivas – este conhecimento, está sensibilidade, está no centro da verdadeira religiosidade. Neste sentido, e unicamente nele, pertenço à classe dos homens devotamente religiosos. ”
Veja que, de fato, é uma experiência, experiência que não se pode reduzir à experimentos, imprevisíveis, vão da louça à Beethoven, uma paisagem, acredito que a vista de um besouro poderia causá-las, assim como um toque numa mulher amada pode causar uma ereção. O que eu proponho é uma filosofia que parte não da constatação do vazio, mas da plenitude do Ser, o que não é, exatamente, a mesma coisa que a religião necessariamente, ainda que eu o articule assim.
Na verdade, devo dizer é que estou somente, isso é, na forma qual compreendo, retornando às bases da filosofia clássica, essa experiência é, ou está próxima do thaumazein², o espanto, o assombro perante o ser que está na base da vida intelectual de amor à verdade [é seu princípio sempre operante, arkhe], parece-me que, aliás, tudo o que se tendeu a ver como pessimismo no pensamento antigo pode ser um equívoco neste ponto, Marco Aurélio, em suas meditações tidas como pessimistas, realizava ali exercícios filosóficos tradicionais que o mantinham centrado no que percebe ser um sentido, um Logos. Mesmo o ateísmo antigo, e creio que minhas futuras pesquisas me levarão à isso, não deságua no niilismo porque mantinha uma percepção do Logos, uma admiração pelo sentido que se mantinha no thaumazein, que ainda criam possível por sua percepção do real, tão diversa da moderna. O atomismo, o caos, realçava o milagre da existência, mas como proceder dessa forma hoje?
Existe, aqui, uma diferença fundamental. Existem trechos que exaltam a beleza do cosmos na literatura ateísta, acho que devo ter visto um em Carl Sagan, mas hoje temos uma experiência meramente estética sem fundamento metafísico, parece-nos meramente uma brincadeira sem conteúdo que, na hora do aperto dramático, desvanece de nossa consciência, pois seriam meros lampejos ilusórios de uma psique sem sentido possível, a modernidade não consegue reconhecer facilmente nenhum conteúdo objetivo às qualidades, à experiência consciência.
Mas eu erraria se dissesse que a experiência do vazio seja somente uma “projeção”, ela é sim equivocada em minha visão em suas projeções ontológicas sobre um suposto vazio do real, mas têm um fundamento. A experiência humana em sua totalidade vai de acordo com uma perspectiva (surpreendentemente) tomista³, e pode ser apreendida nessa tensão entre a experiência da dependência total e da vacuidade da criatura, ou seja, a experiência do vazio, de um lado, e uma experiência da plenitude do Ser, o thaumazein, do outro. Eis o que temos, o dia e a noite, que cada um se guie na tempestade. É claro, não é que toda a experiência do vazio se baseie na apreensão puramente real, nem que todos as experiências de plenitude sejam puras, podendo existir confusões, influências psicossomáticas diversas. A projeção de Heidegger só seria errada na medida em que fosse uma projeção de uma experiência parcial numa teoria concreta do Ser (na totalidade), ainda que, é desnecessário dizer, não seja fácil tratar do Ser em Heidegger num breve ensaio, e que não pretendo tratar de sua filosofia, mas somente refletir sobre um trecho em sua universalidade. De toda forma….
...Es freue e sich, Wer da atmet im rosigten Licht!
[Regozije-se aquele que aqui em cima respira, na rósea luz!
Schiller, Der Taucher .]”
__________
¹O leitor pode me compreender como um Walter Benjamin sem seu talento, digo, o Benjamin de 1919-1929, que vemos em Wolfam estava mais interessado com temas teológicos, isso é, vejam-me como um Walter Benjamin sem talento e sem interesse no marxismo, ah, se eu encontrasse uma mulher que me aproximasse, qual Benjamin, ao marxismo (falo de Asja Lacis)! Mas casei, a situação existencial passou. Que o connoisseur de Walter Benjamin perdoe meu tom brejeiro.
² Já que estamos falando em Heidegger, em https://filoinfo.net/node/163
"[...] os pensadores gregos, Platão e Aristóteles, chamaram a atenção para o fato de que a filosofia e o filosofar fazem parte de uma dimensão do homem, que designamos dis-posição (no sentido de uma tonalidade afetiva que nos harmoniza e nos convoca por um apelo).
Platão diz (Teeteto, 155 d): mala gar philosophou touto to pathos, to thaumazein, ou gar alle arkhe philosophias he haute. "É verdadeiramente de um filósofo este pathos — o espanto; pois não há outra origem imperante da filosofia que este."
O espanto é, enquanto pathos, a arkhe da filosofia. Devemos compreender, em seu pleno sentido, a palavra grega arkhe. Designa aquilo de onde algo surge. Mas este "de onde" não é deixado para trás no surgir; antes, a arkhe torna-se aquilo que é expresso pelo verbo arkhein, o que impera. O pathos do espanto não está simplesmente no começo da filosofia, como, por exemplo, o lavar das mãos precede a operação do cirurgião. O espanto carrega a filosofia e impera em seu interior.
Aristóteles diz o mesmo (Metafísica, 1, 2, 982 b 12 ss.): dia gar to thaumazein hoi anthropoi kai nyn kai proton erxanto philosophein. "Pelo espanto os homens chegam agora e chegaram antigamente à origem imperante do filosofar" (àquilo de onde nasce o filosofar e que constantemente determina sua marcha).
Seria muito superficial e, sobretudo, uma atitude mental pouco grega se quiséssemos pensar que Platão e Aristóteles apenas constatam que o espanto é a causa do filosofar. Se esta fosse a opinião deles, então diriam: um belo dia os homens se espantaram, a saber, sobre o ente e sobre o fato de ele ser e de que ele seja. Impelidos por este espanto, começaram eles a filosofar. Tão logo a filosofia se pôs em marcha, tornou-se o espanto supérfluo como impulso, desaparecendo por isso. Pôde desaparecer já que fora apenas um estímulo. Entretanto: o espanto é arkhe — ele perpassa qualquer passo da filosofia. O espanto é pathos. Traduzimos habitualmente pathos por paixão, turbilhão afetivo. Mas pathos remonta a paskhein, sofrer, aguentar, suportar, tolerar, deixar-se levar por, deixar-se con-vocar por. E ousado, como sempre em tais casos, traduzir pathos por dis-posição, palavra com que procuramos expressar uma tonalidade de humor que nos harmoniza e nos con-voca por um apelo. Devemos, todavia, ousar esta tradução porque só ela nos impede de representarmos pathos psicologicamente no sentido da modernidade. Somente se compreendermos pathos como dis-posição (dis-position) podemos também caracterizar melhor o thaumazein, o espanto. No espanto detemo-nos (être en arrêt). E como se retrocedêssemos diante do ente pelo fato de ser e de ser assim e não de outra maneira. O espanto também não se esgota neste retroceder diante do ser do ente, mas no próprio ato de retroceder e manter-se em suspenso é ao mesmo tempo atraído e como que fascinado por aquilo diante do que recua. Assim o espanto é a dis-posição na qual e para a qual o ser do ente se abre, O espanto é a dis-posição em meio à qual estava garantida para os filósofos gregos a correspondência ao ser do ente."
³Eis uma tradução do filósofo Josef Pieper feito pelo lendário professor da USP, Jean Lauand:
“O mundo está constituído de tal forma que quem o compreendesse a fundo poderia ser precipitado num abismo de tristeza: o próprio Verbo de Deus feito homem teve de padecer uma morte terrível e infamante. E no fim dos tempos, ocorrerá o domínio universal do mal. Tomás de Aquino ensina que o dom da ciência (que permite conhecer o que é este mundo) corresponde à bem-aventurança: “Bem-aventurados os que choram...”.
Quem pensa nisto (e o ser humano não precisa necessariamente de uma reflexão consciente para aperceber-se dessa realidade) pode muito bem verter lágrimas e cair na mais profunda depressão; depressão que, aliás, não tem porque ser considerada “infundada” ou “sem objeto”, uma vez que a criatura procede do nada. Mas a criatura é também – para além de qualquer medida concebível – tão intensamente mantida na existência pelo Amor de Deus que, quem considera este fundamento e sabe reconhecê-lo, pode facilmente ser invadido pela alegria (também aparentemente “infundada” e efetivamente não causada por nenhum motivo externo próximo e determinado). Uma alegria tão arrebatadora que, pura e simplesmente, extravasa a capacidade de recepção da alma. Como é que fica então o meio-termo, o “normal”? E por que meios é essa normalidade regulada? Talvez pelo estado fisiológico do aparelho hormonal das glândulas ou do sistema nervoso.”
E continua Lauand: “Assim, segundo Tomás, a criatura é dúplice em sua estrutura fundamental: por um lado, participa do Ser (e da verdade, da bondade, da beleza...) de Deus; mas, por outro lado, é treva, enquanto procede do nada. E essa estrutura dúplice projeta-se num apelo contraditório ao homem (também ele criatura...) em seu relacionamento com o mundo: daí a “normalidade” da “psicose maníaco depressiva existencial” ou, como se diz hoje, do transtorno bipolar.”
submitted by BlindEyeBill724 to Filosofia [link] [comments]


2020.11.26 03:16 qwert285 Líbido, desinteresse e saúde mental.

Sou homem, 26 anos. Me relacionei com muito mais homens do que mulheres, no geral. Passei os últimos 2 ou 3 anos solteiro e focado em outras coisas (minha saúde mental). Longos períodos de desinteresse, isolamento social (antes da pandemia mesmo), depressão e problemas pessoais. Hoje em dia me considero saudável e disposto. Também afim de retomar minha vida sexual. Nunca fui promíscuo, mas sai com bastante pessoas que tinha interesse, nada demais. Terminei um relacionamento em 2015 e comecei outro (que terminou em 2017). Nesses últimos 2 meses decidi usar esses apps de pegação (Hornet) e a primeira tentativa foi um fracasso total. O motivo? Não sei interagir e perco o interesse antes mesmo de saber o nome dos caras, ou em alguns casos, antes mesmo de ver o rosto. Ou quando sinto um nível de pedantismo/egotrip muito elevado. No mês passado tentei por 7 dias, me forcei a ficar no app. Não consegui levar nada adiante, nem passar meu whatsapp p/ uma conversa mais "intimista".
Essa semana tentei de novo, recebi mensagens de uns 100 caras. Literalmente um cardápio. Mas sempre a mesma coisa. Não, não estou procurando relacionamento. Mas perco o interesse/tesão em quase todos os casos. Também não consigo mandar nudes (o que aparentemente é regra) e não sinto tesão em receber umas fotos de rol4 ou c* aleatoriamente. Me sinto mal usando o app, por perder tempo nesse tipo de conversa, por me sentir exposto e por não entender o que acontece comigo. Aliás, não sei se o *problema" está em mim ou ???? Último relacionamento que tive com homem começou nesse app, mas com uma abordagem menos desesperada, menos invasiva e mais pragmática. Talvez eu esteja idealizando algum cara parecido ou não sinto tanta atração por homens hoje em dia? Também tem a parada de identificação. Não conheço os memes, as músicas, não sou das baladinhas. O famoso "fora do meio", mas uso foto de rosto e não tenho essas neuras/exigências com os outros.
O que vocês acham? Falta de atração? Problema com líbido? Saúde mental (me sinto bem, disposto, bem diferente de outros tempos)?
Tenho uma aparência legal, um corpo legal, mas literalmente TRAVO na superficialidade/conversas desesperadas e não consigo sair do 0x0, mesmo só querendo dar uma relaxada com alguém comum. E não, não sou puritano. Até com ator porno já sai (sem saber, o cara só disse que era ator, 6 anos atrás).
Mandaria essa pergunta pro finado Ponto P da extinta MTV, mas como estamos em outros tempos, conto com vocês pra me dar umas dicas, me julgar ou sei lá o que ! Valeu.
submitted by qwert285 to sexualidade [link] [comments]


2020.11.25 14:51 D_apps Site para homens com pênis grande e pequeno

Acho muito interessante sites que conectam pessoas que dividem os mesmos gostos, que facilitam você encontrar algo que procura.
Por exemplo, os sites como bigone.dating (Site de relcionamento para quem tem pênis grande) ou dinkyone (Site de relacionamento para homens com pênis pequeno), isso ajuda muito porque quando se conhece alguém é complicado ja perguntar o tamanho do membro e isso as vezes é de muita importancia pra pessoa, tem homens ou mulheres por exemplo que preferem homens com pênis tamanho comum ou pequeno e outras já preferem com pênis maiores, avantajados e nisso o site ajuda muito.
O que acham sobre esses sites? Acho a idéia muito boa.
submitted by D_apps to sexualidade [link] [comments]


2020.11.19 01:04 queen4b Será q ainda gosto do meu ex?

Eu tenho MTA magoa de como acabou pq eu terminei com ele e ele explodiu me desrespeitando. mas eu ainda desejo algo melhor pra ele, que ele tome decisoes melhores para q o q eu fiz por ele não seja a toa. E eu ainda falo dele quando digo q homens gostam de chamar mulheres de interesseiras pq foi o q ele me chamou, apesar de até calote eu ter levado dele. A minha dúvida é se é normal levar o relacionamento anterior como parametro, ou se, por eu ainda sofrer pelos abusos psicológicos dele significa q eu ainda gosto dele
submitted by queen4b to desabafos [link] [comments]


2020.11.13 20:06 Dangerous-Pumpkin190 Eu fazia programa

Eu li algumas coisas sobre isso em outra rede social hoje e queria muito desabafar mas não podia fazer isso com a minha cara por conta do estigma.
Eu venho de uma familia bastante pobre e sempre fui muito inteligente, disso me venderam a ideia que se eu estudasse bastante, entrasse em uma boa faculdade ia conseguir fazer o que quisesse. Passei direto de uma escola pública da periferia para um curso extremamente concorrido na USP.
Nesse momento, eu acreditei de verdade que a minha vida ia melhorar mas a faculdade era muito difícil. Desde o primeiro semestre, tinham professores passando leituras complexas em inglês, eu sabia um pouco do inglês da escola e de ser curiosa na internet, custei conseguir acompanhar... quando estava mais confortável, começaram alguns textos em francês.
A assistência estudantil me ajudou sobreviver mas é extremamente difícil, a falta de conexões e as longas horas gastas no transporte público sempre me colocou abaixo dos meus colegas. Foi muito difícil arranjar um estágio, depois foi muito difícil me manter no estágio e faculdade e morar na ZL, mas o dinheiro não dava para pagar um quarto no centro.
Quando eu me formei, arranjei um emprego na área para ganhar uma quantia rídicula. Trabalhar até as 22h era norma, e alguns dias o trabalho se alongava nas madrugadas. Sem hora extra, levando muita bronca de uma patroa histérica. Eu tentava procurar outra coisa mas o setor estava em crise e esse tipo de abuso parece ser bem comum.
Eu tinha 23 anos estava exausta e desiludida com a vida. Via minhas amigas da escola pública que nem tinham estudado e sentia inveja delas, porque minha impressão é que estávamos no mesmo lugar: mau pagas e exploradas, mas que no meu caso eu tinha sido iludida por anos achando que dava para mudar. Elas pelo menos tinham continuado no nosso quadrado e mantido relações significativas. No meu bairro, todo mundo me achava meio metida e na faculdade/emprego eu era uma pobrinha brega tentando se encaixar.
Eu fui ficando muito deprimida, cheguei a considerar me matar porque achava que a vida não tinha muito sentido. Isso fez eu começar a relativizar tudo que eu pensava, até que eu cheguei ao ponto de achar que trabalho sexual era uma boa opção. Pesquisei bastante, entrei em contato com algumas meninas que trabalhavam com isso e acabei entrando numa agência de acompanhantes.
No começo, Eu me sentia muito mal de levar uma vida dupla. Eu tinha muita vergonha de fazer coisas cotidianas, me sentia suja andando entre as "pessoas normais" tipo para ir ver a familia ou mesmo ir ao mercado.
No trabalho em si, eu tive muita sorte. Um adendo importante aqui que eu sou uma mulher bem padrão, tinha condição de escolher essa posição e me informar o melhor possível; isso é muito longe da realidade da maioria das prostitutas.
Com o tempo, eu fui até aprendendo a criar afeição por alguns clientes e comecei a ter alguns clientes fixos. Conseguia pagar minhas contas, guardar dinheiro, comprar as coisas que eu queria – eu nunca quis luxo, mas queria poder ir no supermercado e comprar o que eu quisesse, sabe? Não precisar ficar fazendo conta de moedinha e deixando coisa no caixa.
O medo da minha familia/amigos descobrir persistia, e persiste até hoje mesmo eu tendo largado a vida. Isso era definitivamente a pior parte.
Como eu falava inglês (obrigado professores cuzões da USP), pegava muito cliente gringo viajando. Eram meus preferidos pq eles contratavam tipo a semana inteira, me levavam para passear e tals. Nessas, acabei conhecendo meu marido.
Ele veio ao Brasil para trabalho, me contratou por 10 dias. A gente se deu muito bem, ele acabou depois de uns meses pro Brasil meio que só para ficar comigo de novo, e acabou perguntando se eu tinha interesse de me casar e me mudar pro país dele.
Não foi nada romântico, ele foi bem pragmático sobre querer uma esposa que fosse mais "submissa" e que era difícil achar alguém do país dele que quisesse a mesma coisa, que ele não tinha muita paciência para romance e essas coisas. Ele já tinha, inclusive, tentado um acordo semelhante com uma garota ucraniana mas não deu muito certo porque ela queria muito luxo.
Foi um acordo, parecia arriscado mas eu sabia que a vida de GP tinha um prazo de validade e eu tava meio desiludida de tudo por aqui e aceitei. Não me orgulho, mas não me arrependo. Fingi para todo mundo que a gente se conheceu de uma maneira normal, ele conheceu minha familia (que adoram ele) e eu vim para cá.
Meu marido é muito bom para mim. Ele trabalha numa área correlata a minha de formação, ele me ajudou a arranjar um emprego e aqui o mercado é completamente diferente. Eu trabalho meio período e meu salário é todo meu, mas eu cuido da casa sozinha (o que seria normal no Brasil, mas aqui não é). A gente decidiu ter filhos só depois de eu ter a residência permanente para, caso a gente se separe, eu consiga ficar aqui sem problemas. Ele nunca jogou na minha cara o que eu fazia, me apresentou para família e amigos e me estimula a ter amigos e hobbies aqui.
Eu me sinto muito feliz, a minha vida é confortável e eu gosto de ter um relacionamento onde tudo é colocado de maneira clara.
O que me fez querer escrever isso é que sempre que eu vejo discussões sobre trabalho sexual as pessoas colocam um estigma gigante nisso como algo sujo e corrupto. Não nego que existe um lado feio para boa parte das meninas envolvidas, mas não é tudo assim e a gente devia quebrar esse discurso moralista e pronto exatamente para conquistar uma qualidade melhor de trabalho para todas.
Nessa discussão que eu li, eu vi meninas falando como todos os homens que recorrem a esse tipo de serviço são depravados e nojentos, e eu nunca tive nenhum cliente que me pedisse nada fora do convencional. Muitos eram só pessoas carentes e ocupadas. Eu passei por mais abuso (incluindo assédio sexual) num trabalho convencional de escritório e na Universidade do que como GP.
Não indicaria a carreira para ninguém, exceto como algo pontual, porque não é algo sustentável a longo prazo... mas para mim, foi algo muito bom e me ajudou a encaminhar minha vida para um lugar de paz.
Poucas pessoas sabem sobre isso e sobre a verdade do meu casamento, e mesmo tendo selecionado bem quem eu contei, já tive que ouvir muitas coisas moralistas e julgadoras. Inclusive por ter atendido muitos gringos e ter me casado com um, tem um certo estereótipo que eles curtem coisas sujas tipo escatalogia, e eu nunca passei por isso.
Outra coisa, quando eu me mudei para cá, o Estado te paga um curso da língua local e outro sobre cultura. Tinham outras brasileiras em situações similares, algumas assumidamente e outras que escondem ou talvez não eram "profissionais". E tem um pouco de tudo... tem gente feliz, gente com relacionamentos horríveis, gente que quer dar o golpe e conseguir residência, umas que sequer falam outra língua e não sei como se comunicam com o marido. Não quero que ninguém leia isso como uma chamada para fazerem o mesmo que eu, só queria tirar isso do meu coração hoje depois do tópico horrível que li em outro site.
submitted by Dangerous-Pumpkin190 to desabafos [link] [comments]


2020.11.13 06:47 pop-sky-12 Sobre pais e filhas.

Eu literalmente sou uma manteiga derretida pra qualquer mídia/conteúdo que envolva relacionamento entre pai e filha. Terminei Bioshock 2 aos prantos por causa disso.
Meu namorado, uns três anos atrás, resolveu jogar the last of us novamente. Eu tinha vaga ideia da história mas puta que pariu eu não sabia que aquilo ia me arremessar nas minhas lembranças de infância daquele jeito.
Não vou ficar aqui falando "nossa eu sou muito a Ellie e o meu pai é muito o Joel rsrsrs" pq n é essa a intenção. Mas todas as interações de um pai que é presente na vida da filha tão lá. E eu só conseguia olhar pra TV com cara de tacho pq eu meu coração apertou vendo tudo aquilo.
Meu pai não deixou nenhuma das minhas tias colocar brinco na minha orelha quando eu era bebê (queria que todo mundo tivesse esse bom senso com as bebês). Eu me lembrei da minha primeira coleção de quadrinhos. Da melhor forma que ele me ensinou de segurar um hambúrguer. Do meu Playstation 1. Do dia que eu armei sem querer a balestra do exército que ele deixava em cima do guarda-roupa e ele teve que atirar pra lá do mato pra desarmar ela (fiquei um bom tempo de castigo por causa disso). Do meu primeiro desenho de histórias em quadrinhos que eu desenhei e taquei no mato pq não ficou bom (e ele foi buscar e guarda até hoje). De todas as vezes que ele me incentivou a fazer coisas de moleque pq queria me ver feliz.
Lembrei disso agora pq meu YouTube sugeriu uma cena do segundo jogo de the last of us onde os personagens visitam um museu de dinossauros. E eu só consegui de novo afundar nas minhas lembranças. De quando meu pai, com o primeiro salário do exército dele, me levou na loja de brinquedos e saímos com todos os dinossauros que tinha lá. De quando a cabeça do meu braquiossauro quebrou e ele fez uma igualzinha de durepox e eu tinha novamente o meu dinossauro. Conforme o vídeo passava eu só conseguia lembrar disso tudo. Isso é um iguanodonte. E isso é um estegossauro...
Após a minha avó paterna falecer, meu pai mudou.
Ele deixou de ser presente e carinhoso na minha vida e na do meu irmão. Virou outro ser humano. De pai presente e marido exemplar, começou a trair a minha mãe e a ser ausente no início da minha vida adulta e na adolescência do meu irmão. A gritar conosco quando sugeriamos de sair para ir fazer algo. A nos chamar de interesseiros quando a gente queria pedir uma pizza e assistir um filme. Até minha mãe finalmente expulsar ele de casa, com os meus 24 anos, a nossa vida era um inferno.
A distância ajudou, claro, mas todo mundo teve que correr atrás do prejuízo. O meu saldo além da depressão foram as notas baixíssimas na faculdade, uma difuldade imensa de me sentir querida pelos outros (minha mãe tem sua parte aqui mas isso é assunto pra outro post), baixa confiança, sabotagem.... Coisas que só estou conseguindo resolver agora aos 26 anos.
Nossa relação melhorou muito por causa da distância, ver ele só uma vez na semana ajuda. Mas é tão difícil olhar pra ele e não pensar no outro cara de uns 10 anos atrás. Pq ele parece surgir as vezes e depois some na mancha de grosseria e aspereza que meu pai se tornou.
O cara de 10 anos atrás me ensinou a falar grosso com outros homens pra defender a minha posição. A ser racional mesmo que o mundo esteja desabando. Me disse "a mulher de verdade mora na cabeça, não no corpo". Me deu a minha primeira caneta nanquim sem olhar o preço quando eu pedi. Me deu o maior apoio quando eu resolvi ir de tênis pro bailinho da escola e não de sapatilha. Me incentivou pra caralho a aprender sobre computadores a ponto de eu mesma fazer a manutenção dos meus. Que me achou linda quando eu, desengonçada do jeito que era, comprei o meu primeiro vestido.
Nem sei se tem pais aqui nesse sub hahaha mas é disso que as filhas precisam. Não de brinquinhos de farmácia e orelhas furadas com sei lá, 1 mês de vida.
E elas também precisam que eles não partam tão abruptamente da vida delas.
É isto, eu to meio nostálgica haha boa noite.
Edit: gramática
submitted by pop-sky-12 to desabafos [link] [comments]


2020.11.03 01:04 blogalizando A importância dos relacionamentos blogalizando

A natureza moldou a humanidade para viver junto, construir relacionamentos e depender dos outros. Sem um ombro para chorar ou um amigo para comemorar, a vida como a conhecemos perderá toda a sua importância e significado. Os acontecimentos seriam maçantes e cinzentos se não tivéssemos ninguém para compartilhar amor, felicidade, bondade, tristeza e muito mais. Os relacionamentos não são apenas entre marido / mulher, namorada / namorado – também podem ser com a família, amigos, colegas de trabalho e até animais de estimação! Mulheres e homens têm opiniões muito diferentes um do outro e têm dificuldade em entender o comportamento um do outro nos melhores momentos.
http://blogalizando.com/a-importancia-dos-relacionamentos/
submitted by blogalizando to u/blogalizando [link] [comments]


2020.10.31 14:57 MellowKween Homens em relacionamentos abusivos

Homens são muito suscetíveis a entrarem em relacionamentos com mulheres abusivas e não possuem o mesmo apoio que mulheres nesse tipo de relação. Hoje estou vendo um amigo próximo sofrer com isolamento e abuso da mina que forçou um casamento com ele em 8 meses de namoro. Ninguém achou muito estranho na época pq ele era um cara meio encostado e ela chegou o impulsionando, parecia ser legal, mas era a máscara de abusadora e só percebemos depois do casamento e agora que eles moram juntos, e com pandemia, ta Impossível ajudar. Vivem isolados, nem falam com as famílias (o cara era muito próximo da família, mas muito mesmo. Ainda morava com os pais antes do casamento e eles são muito divertidos, até nós amigos convivíamos com a família dele) Vivem brigando. Ninguém sabe deles... sumiram das redes sociais que antes era cheia de declarações e fotos (durante 8 meses de namoro, há 2 meses) Todo dia penso que se ele fosse uma mina, todos em volta já teriam interferido com mais força, provavelmente nem teriam casado. Mas como ele é homem e é manipulado pra 'tomar as decisões' parece q ele está 'no controle' tipo foi ele que pediu ela em casamento, mas quem forçou foi ela, ela dizia que a família só deixaria eles morarem juntos depois de casados, mas no casamento a irmã dele descobriu que a família dela n se importa com isso e que ela queria casar. Homens tb não conseguem admitir que se relacionaram com uma pessoa ruim, vai demorar pra chegar no ponto onde alguém vai poder ajudá-lo... nós amigos nem temos mais contato tb e ele não pode conversar sem ela.
Chato [pros homens..]... as mulheres hj tem muito mais apoio pra saírem de relacionamentos abusivos e até de notarem quando uma relação não é saudável. Homens, pesquisem esse tipo de relacionamento, como notar uma abusadora, pq elas existem e se camuflam muito melhor na sociedade.
Edit: me expressei mal, digo que essa situação dos homens é chata, pq nós mulheres temos, hoje, mais apoio nessa questão e mesmo assim ainda sofremos muito. O feminicidio está em alta e não se compara com homens que sofrem abusos. É chato pros homens que eles ainda não abriram seus corações pro feminismo e puderam reavaliar suas próprias frustrações. Paz.
submitted by MellowKween to desabafos [link] [comments]


2020.10.27 01:03 jogarfora1991 Eu sempre fui muito certinho

Eu (H 29) sempre fui um cara muito certinho. Não flertava com as mulheres porque era muito tímido. Comecei a namorar tarde, com 23 anos, e dei meu primeiro beijo nessa idade. Com a minha namorada eu sempre tive muito medo de ter filhos e sempre fomos precavidos com relação a isso. Sempre tive o ideal de ter melhores condições financeiras antes de ter um filho. Hoje eu estou chegando perto dos 30 anos, e continuo sem filhos, e nunca estive com outra mulher além da minha primeira e única namorada. Eu começo a pensar sobre estar ficando velho. Hoje muitas mulheres flertam comigo e eu não vou adiante por estar comprometido. Eu gosto da minha namorada, e acho que ficaria absolutamente só se nós terminarmos o relacionamento, pois não tenho muitos amigos e sei que, embora muitas mulheres flertem comigo, na maioria das vezes eu não iria desenvolver uma relação mais profunda com elas mesmo se eu estivesse disponível. Eu sinto que não vivi o que a maioria dos homens viveram, eu sinto falta do jogo de sedução, mas eu gosto da minha namorada e não sei se conseguiria continuar sem ela. Eu sinto que essa vida de solteiro pegador é absolutamente vazia, mas eu também me sinto vazio por não ter tido estas experiências. Complicado, né? Eu inverti a lógica das coisas, pois deveria ter tido essas experiências até encontrar alguém que combinasse comigo, e então ir para o felizes para sempre, depois de passar por muitas decepções. Eu pulei para o final e agora fico eternamente pensando: e se?
Além disso hoje eu começo a repensar todo o meu planejamento com relação a filhos. Ainda acho que não tenho condições de tê-los, embora já seja formado e pós graduado, tenha minhas economias e meus planos traçados. Mas fico pensando se eu não seria mais feliz se tivesse deixado tanto planejamento de lado e engravidado a minha namorada lá atrás, sem profissão e sem dinheiro mesmo. Eu ia passar um sufoco danado, mas hoje eu teria um moleque ou uma garotinha com uns 6 anos de idade para me chamar de pai e a quem eu poderia dar muito amor e carinho (eu até chorei escrevendo isso).
É estranho, mas eu olho para os caras que tiveram filhos não planejados, fora de um casamento, e dão um duro danado para compensar esta "irresponsabilidade" e eu penso que talvez eu seria mais feliz se eu fosse um desses caras.
Talvez a vida devesse ser menos certinha, menos planejada, e mais vivida.
submitted by jogarfora1991 to desabafos [link] [comments]


2020.10.26 03:43 Maeve555 Bissexual frustrada

Esse ano eu me descobri bissexual, e no início eu tentei me aceitar logo de cara, mas eu não conseguia até pq eu ainda tinha a mente fechada pra essas coisas. Nesse tempo, eu tinha namorado e eu pensava " bom, sou bissexual mas n preciso contar isso a ngm, é só eu continuar namorando homens pra não ficar com mulher e não me assumir" (ss esse foi meu pensamento), mas depois eu fui entrando em comunidades lgbt pra conhecer um pouco sobre esse tema, e eu acabei abrindo minha mente, e foi daí q eu comecei a ter vontade de beijar mulheres, mas só isso que eu queria, sexo ou namoro ainda não estava entrando na minha cabeça. Agora eu venho sentindo muita atração por mulheres e quero muito ficar com uma, transar e ter um relacionamento sério com elas, só que eu nunca fiquei com mulheres na minha vida, eu me imagino beijando elas, mas as vezes penso em um momento com uma garota bonita, e ver ela ali pronta pra me beijar, e vem aquelo receito de beijar ela, ficar assustada e acabar correndo por nervosismo, mas claro, também penso que queria ter a minha primeira ficada com uma garota que eu gosto, e não uma qualquer. Vocês também tiveram esse pensamento ou já passaram por isso?
submitted by Maeve555 to arco_iris [link] [comments]


2020.10.25 17:48 JGPeres19 Então amigo

Então amigo, acho que seu comentário/postagem foi um pouco cringe, o tal termo cringe abrange varios fatores importantes a serem levados em conta, como o tom que será usado no post sendo irônia ou como uma crítica mais cetica sobre a nossa sociedade, entenda que cringe também é tudo aquilo que causa aquele pequeno desconforto chamado por proficionais na área da psicologia de vergonha alheia, dentro dessa classe de entre aspas memes estão os tik toks, e em geral postagens feitas por mulheres, lembrando que não importando as circunstâncias, mulheres não são engraçadas. Tente também adicionar um toque do humor nascido na internet chamado "shitpost", onde como o nome já diz são postagens de merda, não interessa se a piada realmente tenha graça ou não, oque importa é que ela não tenha sido feita por uma mulher. O Shitpost é o grito desesperado de homens que vivem em um mundo em colapso prestes a conhecer seu fim trágico como sociedade já que como eu já disse antes, foi arruinada pelas mulheres. Quando temos uma sociedade que faz uso da sua consciência lara fazer uma análise superficial da vida e seus atributos sociais se vê que a religião possívelmente é a verdadeira causa de majoritária parte de nossos problemas em sociedade. Também acho que pdoe ter sido muito bluepillzada, oque é bluepill você me pergunta? O homem que toma a tão falada bluepill é aquele homem que ainda vive na ilusão de um dia viver um amor verdadeiro ao invés da dura verdade de que relacionamentos heteros cis são não mais. Passou longe de ser uma redpillzada, veja bem, você poderia adaptar uma visão mais niilista como Rick and Morty, veja que na série são existem várias piadas niilistas sobre a falta de sentido em fazer qualquer coisa através do personagem super complexo do Rick Sanchez, o Rick representa essa visão bem Blackpillzada que é o que falta na sua postagem. Embora nós aqui no grupo não tenhamos tomado a blackpill, nós apoiamos toda e qualquer corrente filosófica contraria a união de homens e mulheres na mesma relação. Você também precisa ver a vida por um ponto de vista MGTOW tendo em vista que o feminismo estragou as mulheres em nossa sociedade e levando-nos a ao niilismo similar ao de Rick, levamos em conta os fatos que as mulheres hoje não mais querem ser submissas a seus maridos assim estragando nossos planos de sermos homens de família. Os emojis são uma parte extremamente importante da piada ainda mais quando você vai fazer algo aqui no nosso grupo MGTOW redpill, se não for uma redpillzada faça pelo menos uso da blackpillzada total e não esqueça de fazer piadas com pessoas menos favorecidas para ficar mais based. Based seria algo com muito bom embasamento já que a origem do termo vem do inglês com o mesmo significado, based não necessariamente é uma opinião construída com muito esforço oi estudos, mas sim uma opinião com grande quantidade de likes e comentários de apoiadores em redes sociais, principalmente o reddit é o ifunny.
submitted by JGPeres19 to emojipasta [link] [comments]


2020.10.24 09:00 jimboFromLA Terminar com a namorada e possivelmente acabar com um noivado alheio

O caso é o seguinte: conheci uma garota há 3 meses e logo começamos a namorar. Ela mora sozinha e com frequência realiza rituais religiosos em sua casa. Até aí tudo bem, o que me incomoda é que sempre vai só um amigo dela e mais 1 ou duas pessoas (homens). Já fui em alguns encontros, mas como sou ateu acabei não curtindo muito. Esse amigo dela está noivo, porém, a sua companheira não sabe desses encontros frequentes (1x por semana no minimo).
A noiva do cara já foi junto visitar ela, e segundo ela, nesse dia ela se vestiu "como uma crente" (roupas compridas), pra que a noiva não ficasse com ciúmes. Detalhe: depois dessa visita, a mulher proibiu elE de continuar fazendo os rituais com ela e tbm excluiu minha namorada das redes sociais.
Um dia eu fui na casa dela enquanto esse amigo estava lá, e ela estava com uma roupa curta (já tivemos conversas sobre isso, ela comentou que já teve relacionamentos abusivos em que os caras não deixavam ela usar biquini, e eu falei que não vejo problema, mas que esse caso especifico me incomoda, pelo fato dos dois estarem sozinhos).
Dei uma stalkeada no perfil dele, e tem uma foto de aniversário de namoro em que a legenda é sobre sinceridade no relacionamento, poder dormir com o celular desbloqueado e a consciência tranquila por não ter nada a esconder. Só que eles combinam pelo Whatsapp os encontros, então suponho que ele apague as mensagens e seja o maior hipócrita.
Já conversei com ela sobre isso. E ela disse que isso é um "processo dele", que ela não tem nada a ver. Pelo que vejo é sempre ela que chama ele para ir lá. Parece que nem liga se isso me incomoda ou não. Eles se conhecem há pelo menos 1 ano, e eu cheguei agora na vida dela. Por isso não me sinto a vontade em "proibir" ela de ver ele. Já falei que me chateia o fato de estar omitindo coisas de alguém.
Não quero parecer o ciumento possessivo, mas isso tá me levando a fazer coisas bizarras, como passar na frente da casa dela um dia que ele foi lá, ver as cortinas fechadas e pensar mil coisas.
RESUMO: minha namorada se encontra com frequência com um amigo que está noivo de uma mulher. Ela mora sozinha e eles se veem lá. Ele esconde esses encontros da noiva, pois ela proibiu ele disso.
Devo terminar e contar de alguma forma pra noiva dele? Pq se eu fosse ela, gostaria que me contassem. Tenho fotos deles dois e prints de conversa que ela diz que ele esteve lá. Já sugeri que façamos algum rolê juntos, pra que todos se conheçam, mas ficou só na palavra do cara.
Nao sou uma pessoa rancorosa, mas vejo essa minha ação como uma vingança contra a hipocrisia religiosa de ambos, que sempre falam sobre verdade, honestidade, amor, etc.
Me desculpem se me alonguei no texto, escrevi na correria e não consegui comprimir as ideias. Me ajudem nessa, redditers. Um bejo e obrigado a quem leu até aqui.
Edit: correção concordâncias e acréscimo de informações.
submitted by jimboFromLA to desabafos [link] [comments]


2020.10.23 05:40 LoveUm Sou bissexual e estou apaixonado pela minha melhor amiga.

Nós nos conhecemos desde o ensino médio, a uns 5 anos atrás, eu sempre contei tudo sobre mim pra ela, traumas, gostos, vontades e tudo que geralmente melhores amigos fazem. Eu gosto demais dela e nós somos amigos até hoje, mas eventos recentes me fizeram perceber que eu (ainda) estou apaixonado pela minha melhor amiga.
Tudo começou quando ela estava tendo um problema com um relacionamento, onde um "amigo" havia dito pra ela que estava apaixonado, e pela segunda vez foi rejeitado. Porém não é tão simples assim, ambos começaram a se distanciar e minha amiga tem problemas de ansiedade e isso estava afetando-a demais, ela gostava muito da amizade desse "amigo" mas sentia que as coisas não vão mudar por que ela não sente o mesmo por ele, e o meu papel nessa história, era aconselha-la da melhor maneira possível pra ela resolver esse conflito, tentando ao máximo não me meter no meio da situação.
Mas eu sentia algo por ela que eu sabia o que era, eu estava gostando dela e me confessei inclusive, ficando surpreso pela resposta dela dizendo que já sabia, mesmo assim eu fui rejeitado também, mas diferentemente do outro "amigo" dela que insistiu, eu não fiz o mesmo por que não gostaria de perder a amizade dela como estava acontecendo com esse outro "amigo". Eu disse que estava tudo bem, que não precisaria se preocupar com isso e continuei agindo normalmente, como se nada tivesse acontecido. Nunca falei sobre mulheres com ela por que sabia que não era do interesse dela. Mesmo sendo bissexual perguntei se isso seria um problema caso nós supostamente namorassemos, ela disse que não era isso, mas que me via como um irmão e achava estranho, sinto que talvez tenha algum problema na verdade. (Fui parar na Brotherzone, pior ainda.)
Então eu não comentei mais nada e continuamos sendo bons amigos como sempre fomos, falando de homens que gostariamos de pegar, trocando fotos zuadas, falando as experiências de vida, indo ao cinema, saindo e enfim.
Resultado de uns 2 meses depois, ela comecou a namorar com o outro "amigo".
Até aí tudo bem, eu tinha ficado muito feliz pela minha amiga por que achava que ela finalmente tinha entendido o que sentia por ele, mas ao mesmo tempo eu me sentia triste e não sabia o porquê, achava que era pelos meus amigos estarem encontrando seus pares e no fundo eu tinha um leve medo de ficar sozinho.
Conclusão, instalei o Tinder por recomendação da mesma. (KKKK)
Entre "sins" e "nãos", eu acabei conhecendo um garoto que acabou me chamando a atenção. Começamos a namorar e contei pra minha amiga que estava gostando dele, ela estava super feliz com isso, mas como nem tudo são rosas, acabei me relacionando por 3 meses, eu gostava dele mas as coisas nesse relacionamento começaram a se tornar tóxicas pelos dois lados e então eu pulei do barco. E surpreendentemente, pasmem, minha amiga disse que terminou também.
Eu já não sabia o que eu estava sentindo, conversando ela me disse que gostava dele como um amigo, mas sabia que se voltasse a falar com ele não seria mais a mesma coisa por que sempre teria aquele ponto do "Nunca vai ser o suficiente." Então ela começou a namorar com ele pra tentar contornar isso, mas ela não sentia o mesmo de qualquer forma por ele e o "Nunca vai ser o suficiente" continuou ali então ela decidiu acabar com isso de uma vez, não está nem se importando com a amizade que perdeu e ficou muito bem com isso.
E aí meu medo acabou multiplicando, mesmo eu ainda não admitindo que ainda estava sentindo o que eu sentia pra mim mesmo.
Mas eu estava de boa com tudo isso até que um dia ela disse que estava afim de um colega meu. E nós começamos a fofocar, eu "encorajando" ela pra falar com ele e tudo mais, zuando sobre pinto e primeira vez, achando que ela não teria coragem pra chamar ele. Mas quando ela finalmente teve coragem, eu senti alguma coisa, preocupação talvez.
Os dois começaram a conversar de uma forma bem suja no contexto sexual da palavra, não que eu tivesse lido as conversas, mas pela minha melhor amiga me contar o que rolava entre as mensagens, eu ficava curioso pra saber, não por que o garoto era bonito ou algo do tipo. Mas pelo progresso dos dois, até que ela me contou sobre umas mensagens que eles trocaram entre si que me fizeram perceber o que eu tava sentindo.
Apesar de ser o melhor amigo "viado", eu amo ela, não só como amigo, eu estou realmente apaixonado apesar de fazer o possível pra não demonstrar isso por medo de perder a pessoa que eu amo por já ter sido rejeitado duas vezes e fingir que não ligo. Ao mesmo tempo que me dói pelo fato de saber que eu nunca vou ser o primeiro sendo que nem sei se ela vai aderir a esse possível relacionamento com o outro garoto, o que não deveria ser problema meu, já que eu "escolhi" não me importar.
Eu acreditava que depois de um tempo isso passaria, mas ainda está aqui. Apesar de eu tentar de tudo pra matar esses sentimentos e ao mesmo tempo conviver com a pessoa que o provoca. É possível que eu esteja sendo covarde não sendo sincero sobre o que eu sinto, mas se alguém já deixou claro que não tem interesse romântico em você, mesmo você demonstrando e dando sinais de que você está ali, talvez isso seja uma batalha perdida e eu não estou pronto pra perder mais do que já perdi.
submitted by LoveUm to desabafos [link] [comments]


2020.10.21 20:01 stalin_do 1000 agradecimentos aos criadores do TINDER

Que invenção maravilhosa!!! Você acha a outra pessoa atraente, ela também acha você atraente e aí vocês dão "match". Aí vocês podem conversar, descobrir o caráter de cada um, gostos pessoais, podem combinar de sair juntos, transar e até iniciar um relacionamento...
E o que seria o "match" da vida real?
Basicamente você só pode mostrar seu "interior", seus valores, seu caráter se a outra pessoa também sentir atração por você. Caso contrário a conversa não desenrola, fica aquela sessão "entrevista", só um lado investe, só um lado puxa conversa, só um lado demonstra interesse simplesmente porque só um dos lados sentiu atração física...
Resumindo: Beleza pode não ser tudo, mas é FUNDAMENTAL para se conseguir um relacionamento. Não importa se você tem caráter, boa personalidade, é inteligente e bondoso, nada disso importa se a outra pessoa não tiver o mínimo de atração por você para que seja possível que ela dê abertura para você mostrar seu interior. A casca SEMPRE virá primeiro, isso é um fato.
O Tinder veio para desconstruir as falácias dessa sociedade hipócrita.
Mulheres, sejam verdadeiras, sem medo de serem apedrejadas por emitir a opinião de vocês que vão contra a "família tradicional". Vocês, antes de qualquer coisa, e assim como os homens, valorizam primeiramente a aparência física. Não tem nada de errado nisso. Apenas admitam, apenas gritem a verdade, apenas falem o que as mamães de vocês fazem as ensinou que era errado mas que na verdade não é.
Mais uma vez: Não adianta nada ser o cara com o interior mais lindo do mundo se tua casca é podre a ponto de você não ter chance alguma de mostrar quem você é por dentro.
Relacionamentos podem começar apenas com o interesse casca-casca, ainda que as duas partes desprezem o interior de ambas...
submitted by stalin_do to desabafos [link] [comments]


2020.10.16 08:54 tonynhodoxhapeu Aconteceu comigo, fui abandonado

Sempre lutei por minhas coisas, trabalhei desde cedo. Conheci minha namorada e começamos a ter um relacionamento sério e começamos a namorar. Dei tudo do bom e do melhor para ela, coisas e tratamentos que nunca tive. Levava e buscava de carro pro trabalho, restaurantes caros nos fins de semana, presentes muito caros como roupas, jóias e artigos para casa. Gostava de vê-la feliz. Veio q pandemia de em setembro perdi meu trabalho e as coisas apertaram. Achei que o mínimo era ela passar comigo esse tempo difícil, pois quando o pai dela teve câncer, ajudei em tudo o que eu podia, acompanhei momentos em que nunca vivi nem na minha família. Agora fico sabendo que ela está com um cara bem de vida. Acho isso sujo, há meses vejo alguns usuários aqui falando que as mulheres estão tratando os homens como lixos e são interesseiras e que as feministas sao abutres, sempre ria e não levava a sério. Agora infelizmente aconteceu comigo. 😔😔
submitted by tonynhodoxhapeu to desabafos [link] [comments]


2020.10.16 05:11 Kyuubi_95 Alguém conhece algum filme de romance assim?

Estou procurando filmes onde mulheres maduras tem um relacionamento com homens mais jovens. Achei vários no youtube mas não acho na netflix ou em sites piratas. Estou a procurade filmes assim: O leitor, Adore, 20 anos + jovem e etc.
submitted by Kyuubi_95 to filmeseseries [link] [comments]


2020.10.15 20:27 bsutitjoy Desabafo honesto

Não me levem a mal, mas é algo que tenho sentido nos últimos tempos. E como se eu falar coM aluguem pessoalmente, se escrever aqui posso tirar essa dor de dentro do peito.
Se eu ver na rua alguém batendo ou maltratando um cachorro ou um animal de estimação, essa pessoa pode ser quem for, atenção pode estar armado que eu entro para dentro com tudo. Pois, sempre fui muito sozinho, mas na minha casa sempre teve animais de estimação, que foram meus amigos, companheiros quando estava doente, quando queria brincar, quando queria conversar e até ver televisão e dormir na mesma cama. Vou morrer com a consciência de que NUNCA fiz mal para nenhum bicho ou pessoa.
O mesmo, infelizmente, não posso dizer de mulher. Se eu ver uma mulher apanhando na rua, eu viro a cara. Ou pior, desejo que apanhe mais. Vejo o que os homens tem passado com as mulheres ultimamente, e sinceramente, virei MGTOW, e sou muito feliz. Mulheres que quando o homem está empregado e bem de vida continuam com o cara, mas quando o cara perde o emprego elas já arrumam uma forma de sair do relacionamento. Acusam de estupro sem ter nada acontecido apenas para prejudicar a vida do cara. Querem todos os benefícios e privilégios possíveis, mas não querem os deveres e responsabilidades.
Por mim só de escrever isso estou mais leve. Mesmo que ninguem leia!
submitted by bsutitjoy to desabafos [link] [comments]


2020.10.09 21:01 throwaway74975824 Você deixaria sua namorada / esposa trapacear?

Se você tem um relacionamento de longo prazo, o sexo se torna chato, vamos ser reais. E alguns de nós, homens, também têm pênis pequeno. Você deixaria sua namorada ou esposa fazer sexo com outro homem grande e você sabe que ela gosta secretamente?
Mas haveria regras, seria um completo estranho e ele nunca mais teria contato com ela depois ou antes do sexo ..
O que vocês mulheres pensam sobre isso se seu namorado ou marido te perguntasse? isso é comum no brasil? Será que meu relacionamento vai falhar porque a garota quer homens maiores depois de tentar nas primeiras vezes?
eu preciso de um conselho, por favor. (não sou brasileiro, mas minha namorada é).
Obrigado por tudo.
submitted by throwaway74975824 to desabafos [link] [comments]


2020.10.08 01:46 CasaGolden A escolha do favor de Sansa: O caso de Sir Byron, o Bonito (Parte 2)

A seleção de Byron também apresenta uma oportunidade para Martin explorar os paralelos muito convincentes com o Torneio da Mão quando Baelish apostou contra um cavaleiro que havia recebido o "favor" de Sansa. A confiança de LF em suas conspirações é uma reminiscência de sua certeza no Torneio da Mão sobre a razão pela qual o Cão perderia para Jaime, contada através do ponto de vista de Ned:
– Cem dragões de ouro pelo Regicida – Mindinho anunciou sonoramente quando Jaime Lannister entrou na arena, montando um elegante cavalo de batalha baio puro-sangue, que trazia uma cobertura de cota de malha dourada, e Jaime cintilava da cabeça aos pés. Até a lança tinha sido feita com a madeira dourada das Ilhas do Verão.
– Está apostado – gritou de volta Lorde Renly. – Cão de Caça traz hoje um ar faminto.
Mesmo os cães famintos sabem que não é boa ideia morder a mão que os alimenta – Mindinho gritou secamente. (AGOT, Eddard VII)
Mindinho ficou mais sábio desde então? A raiva mal contida de Sor Lyn Corbray argumentaria que não; ele se esqueceu de que cães famintos podem de fato morder ou mesmo ferir seus donos. Sua conversa com Alayne após a partida do trio no AFFC fornece evidências adicionais de que ele manteve a mesma mentalidade equivocada o que pode ter garantido involuntariamente sua própria queda:
– Cavaleiros andantes? – Alayne perguntou, quando a porta foi fechada.
Cavaleiros famintos. Achei melhor termos mais algumas espadas à nossa volta. Os tempos tornam-se cada vez mais interessantes, minha querida, e quando os tempos assim são, nunca se pode ter espadas demais. O Rei Bacalhau regressou a Vila Gaivota, e o velho Oswell tinha algumas histórias para contar. (AFFC, Alayne II)
Durante o Torneio da Mão, vimos Sansa através do ponto de vista de seu pai apoiando silenciosamente o Cão de Caça durante sua partida com Jaime. Ela assiste a justa "com os olhos úmidos e ansiosos", de acordo com Ned, e depois declara "Eu sabia que o Cão iria vencer". Antes desse evento, Sandor tem a tarefa de acompanhar Sansa de volta a seus aposentos e no caminho eles desenvolvem uma conversa profunda que marca uma nova fase no relacionamento dos dois. Há todos os motivos para acreditar que o apoio de Sansa a ele durante essa justa foi por ela saber a verdade de como ele foi ferido por Gregor e a afinidade que surge entre os dois é resultante dessa revelação. Sansa até previu que ele seria o campeão quando ele salvou Loras Tyrell da ira de Gregor. Para reiterar, Mindinho perde sua aposta para Sansa no Torneio da Mão, pois ele acha que o Cão de Caça será muito cauteloso para derrotar seus senhores Lannisters. Isso fornece um paralelo esclarecedor ao que podemos ver acontecer durante o torneio dos Cavaleiros Alados, onde temos Harry, o Herdeiro, como o cavaleiro em que Mindinho fez suas apostas, confiante de que ele conseguiu obter a cumplicidade de Alayne na trama, e provavelmente mais alguns truques na manga para garantir que Harry ganhe um lugar entre os cavaleiros alados. Harry, portanto, assume o papel de Jaime Lannister nesta comparação. Como terminou a justa de Sandor Clegane e Jaime? Bem, aqui está a passagem:
Cão de Caça conseguiu manter-se sobre a sela. Fez seu cavalo dar meia-volta com dureza e regressou à arena para a segunda passagem. Jaime Lannister atirou ao chão a lança quebrada e apanhou uma nova, brincando com o escudeiro. Cão de Caça esporeou o cavalo para um galope duro. Lannister avançou para enfrentá-lo. Dessa vez, quando Jaime Lannister mudou de posição, Sandor Clegane mudou com ele. Ambas as lanças explodiram, e quando os estilhaços assentaram, um baio puro-sangue sem cavaleiro trotava para longe em busca de grama, enquanto Sor Jaime Lannister rolava na terra, dourado e amassado.
Jaime Lannister estava de novo em pé, mas seu ornamentado elmo de leão tinha sido torcido e amassado na queda, e agora não conseguia tirá-lo. A plebe gritava e apontava, os senhores e as senhoras tentavam abafar o riso, sem conseguir, e, sobre toda aquela algazarra, Ned ouvia o Rei Robert às gargalhadas, mais alto que todos os demais. Por fim, tiveram de levar o Leão de Lannister a um ferreiro, cego e aos tropeções. (AGOT, Ned VII)
Agora considere como isso se encaixa com o que Sansa deseja para Harry depois que ele foi rude com ela durante a conversa inicial quando ele chegou aos Portões:
A armadura de uma senhora é a sua cortesia. Alayne podia sentir o sangue correndo em direção a seu rosto. Sem lágrimas, ela rezou. Por favor, por favor, eu não posso chorar. “Como desejar , sor. E agora, se me dão licença, a bastarda de Mindinho deve encontrar o senhor seu pai e informá-lo de sua chegada , para que possamos começar o torneio pela manhã.” E que seu cavalo tropece, Harry, o Herdeiro, para que caia com essa cabeça idiota no chão na primeira justa. Ela mostrou aos Waynwoods um rosto de pedra, enquanto eles proferiam desculpas desajeitadas por seu companheiro. Quando eles terminaram, ela se virou e saiu. (TWOW, Alayne I)
Sansa essencialmente deseja que aconteça a Harry a mesma coisa que vimos acontecer com Jaime quando ele cai e não consegue tirar o capacete de sua cabeça. Será que vamos ver uma cena semelhante em que Harry realmente acaba machucado na terra, humilhado no torneio pelo campeão de sua noiva? O fato de ele agora estar associado a dois Lannisters certamente não inspira confiança de que veremos um casamento ocorrendo entre ele e Sansa como Baelish está apostando.
Em última análise, o que Mindinho parece fundamentalmente incapaz de compreender é que as pessoas são motivadas por outras coisas além do dinheiro. Mesmo alguém tão insensível e frio como Sor Lyn quer uma senhoria e não simplesmente meninos para saciar seu desejo. O que homens e mulheres honrados querem? Aqueles que se lembram dos laços de lealdade, honra familiar e possuem valores que não podem ser comprados ou negociados? Homens como Bronze Yohn e aqueles que estão se arrastando pela neve para resgatar a "garota de Ned" em Winterfell? Ao contrário de LF, é Sansa que vimos empregando suas habilidades empáticas para determinar os verdadeiros desejos das pessoas e inspirá-las para fins melhores.
Como um intrigante aparte, seria negligente não mencionar a teoria de Ragnarok, um dos colaboradores do Pawn to Player, onde ele compara a contratação de LF de três cavaleiros errantes aos três Kettleblacks que estavam protegidos em Porto Real para espionar Cersei e Tyrion e reportar a Mindinho em segredo. Na citação acima sobre "cavaleiros famintos", vimos que Oswell tem "algumas histórias para contar", já que o Rei Bacalhau voltou para Vila Gaivota, provavelmente devido ao conflito que se desenrolava entre Cersei e a Fé em Porto Real e como seus filhos foram implicados . Ragnorak analisa em uma discussão de nossa teoria sobre Morgarth:
Mindinho está espelhando Cersei com ela contratando os três Kettleblacks e seu plano para esconder Tommen. Eu vinculo isso à sua traição a Ned, onde outro Lorde Protetor se viu sem um exército em meio a intrigas políticas. Pode muito bem haver o tema aqui de que as “fraquezas” das façanhas de Mindinho são mais inerentes às necessidades de um Senhor com bens para defender do que algo nascido da tolice. É um jogo diferente quando você tem algo a perder, propriedades para proteger e está no radar de todos os outros. Voltando ao nosso maluco atual, se os paralelos Cersei são intencionais, então ver esses três cavaleiros como figuras pseudo-Kettleblack pode ser útil, especialmente porque nos foi dado o suficiente para saber que pelo menos um tem motivos ocultos.
Com grande poder vem grande responsabilidade e o aspecto mais notável do capítulo pode ser o quão ausente LF está do início ao fim. Apesar de ele claramente ainda estar no comando como o Lorde Protetor, é Alayne que vemos com a considerável liberdade de movimento, notando a queda da lealdade de Sor Lyn ao pai, e ter uma primeira impressão muito angustiante do rapaz com quem ela deve se casar ansiosamente. Indiscutivelmente, são as palavras bruscas de apoio de Lothor Brune - "Ele é apenas um escudeiro arrogante" - que lhe dão mais conforto do que a lisonja ameaçadora de LF. A maior fraqueza de Baelish no Torneio da Mão é sua obsessão por Catelyn Stark que ele transferiu para sua filha. Ninguém está em posição de explorar essa fraqueza melhor do que Sansa, e escolher um cavaleiro para usar seu favor pode ser o primeiro passo crucial para obter o controle de sua própria rede de aliados que se reuniram nos Portões.
Mindinho não tem motivos para suspeitar do belo cavaleiro andante Sor Byron - na verdade, pelo que parece, Sansa está seguindo seu conselho à risca, escolhendo “algum outro galante” para mostrar favor em vez de dar a seu prometido a honra esperada. Além disso, como estabelecemos, ele pensa que "cães famintos sabem que não é boa ideia morder a mão que os alimenta" e, em sua avaliação, Byron é seu cavaleiro faminto, cujas necessidades básicas podem ser satisfeitas com moedas, alojamento e comida, como ele serve para proteger o domínio de LF no Vale de quaisquer ameaças externas. No entanto, essas ameaças externas conseguiram entrar, apesar do alardeado isolamento e segurança da região, e Byron pode vir a ser uma figura-chave nesta oposição, juntamente com Sor Morgarth e o Rato Louco.
Mindinho ignorou a relutância de Sansa em se casar novamente; sua relutância em aceitar seus beijos e toques “paternais”; seu completo desinteresse pelo tipo de pretendente que Harry, o Herdeiro, representa. Apesar de todo o seu jogo astuto, ele pode ser deliberadamente cego quando se trata de questões do coração, levando-o a uma autodestrutividade que ficou evidente em seu desafio quase fatal com Brandon Stark pela mão de Cat. Suas maquinações no torneio representariam a terceira vez que ele perdeu, no sentido de que o objeto de sua afeição escolheria outra pessoa para usar o favor. Seria um desenvolvimento tematicamente adequado se, assim como foi um dos três Kettleblacks que ele contratou - Osney, no caso - que levou à prisão de Cersei pela Fé, a queda do próprio Mindinho fosse provocada por um dos três famintos cavaleiros que ele também contratou.
Em conclusão, apesar de decorrer da fugaz questão sobre a verdadeira identidade de Byron, esta teoria não propõe uma resposta, mas sim atesta o papel que ele pode desempenhar no arco de Sansa como um aliado dela junto com Sor Morgarth e Sor Shadrich. Em última análise, seja ou não Morgarth realmente o Irmão Mais Velho ou Shadrich seja Howland Reed, há evidências suficientes no texto que sugerem que esses homens contribuirão para desfazer os planos cuidadosamente traçados de Mindinho. Vimos Shadrich emergir de um segundo plano para envolver Alayne em uma conversa, e todos os três fazem questão de dançar com ela no banquete. O pouco que sabemos sobre Byron o estabelece como a escolha natural a ser selecionado por sua aparência e provável habilidade como um jovem cavaleiro em seu auge. Não tendemos a pensar nos favores femininos como armas de Tchekhov* em potencial, mas Martin forneceu provas abundantes de torneios anteriores que esses eventos podem ter centelhas de intrigas e desenvolvimentos inesperados. Byron, o Bonito, poderia ser o tipo certo de combinação.

* "Anton Tchekhov (1860-1904) foi um médico, dramaturgo e escritor russo que estabeleceu uma regra utilitarista sobre todas as coisas mostradas em uma obra de entretenimento: um objeto apresentado ao público deve ser utilizado em algum momento da trama, caso contrário, ele deve ser removido para não causar distrações. Claro, se o objeto foi introduzido como uma manobra de diversão, não há problema. Tchekhov utilizou o exemplo da arma que deve ser disparada, mas poderia ser qualquer outro objeto, pessoa, magia, sonho, contexto e etc. " https://atitudereflexiva.wordpress.com/2019/06/05/a-arma-de-tchekhov/
submitted by CasaGolden to Valiria [link] [comments]


2020.10.04 14:34 AJGolias Swing, Menage e o Mundo colorido (Liberal)

Olá pessoal tudo bem?
Recentemente vejo que existem muitas pessoas falando sobre fazer ménage, swing e entrar no mundo liberal, estou abrindo este tópico para fazer umas ressalvas sobre o assunto.
Os indivíduos que decidem ir para o lado colorido da vida geralmente estão muito bem confortáveis na vida amorosa, geralmente são pessoas que ja tem algum tempo de relacionamento e sabem que aquilo ali é apenas diversão, e que não vão trocar o parceiro por uma vagina ou penis alheio...
Essa porta, do mundo liberal, é uma porta sem tranca, uma vez que você abriu, ela sempre estará aberta, tanto para homens quanto para mulheres...e é aqui que reside o perigo
Então se voce e sua parceira(o) estão pensando entrar neste mundo, por favor, sentem e conversem muito, não sejam afobados, porque ja vi muitos relacionamentos (tanto homo afetivos quanto hetero) se desintegrarem quando as pessoas caem no mundo colorido.
Se voce mora em uma cidade grande, vá a uma casa de swing, conheça as pessoas o ambiente... converse com outras pessoas do meio e deixe claro que são iniciantes, não há nada de errado em ser iniciante (apesar de alguns correrem de casais iniciantes), e principalmente respeitem os limites do seu parceiro.
Se conseguirem se estabelecer, vão encontrar um inacreditável mundo novo, com muita gente bacana, e vai se assustar na quantidade de adeptos que existem, sem falar no sexo inacreditavelmente bom e como de forma engraçada o relacionamento vai a outro patamar.
Fica aqui a dica. Fiquem bem.
Não briguem, faça sexo.
submitted by AJGolias to sexualidade [link] [comments]


2020.10.02 20:07 CasaGolden A escolha do favor de Sansa: o caso de Sor Byron, o Bonito ( Parte 1)

“Quem pediria o favor de uma bastarda?
Harry, se ele tiver a sabedoria que os deuses deram para um ganso... mas não dê para ele. Escolha algum outro galante. Você não quer parecer muito ansiosa.” (TWOW, Alayne I)
Tal é o conselho que Mindinho da para Sansa Stark, agindo como sua filha bastarda Alayne Stone, quando ela se encontra com ele nos Portões da Lua depois da chegada do seu prometido Harry, o Herdeiro. Não é a orientação habitual que alguém pensaria que um pai daria para sua filha, mas este não é um relacionamento tradicional de pai/filha e Petyr não é um mentor ordinário. Enquanto ele não especifica o “galante” que Sansa deveria entregar seu favor, o raciocínio dele é claro: ele quer que ela encante e provoque Harry, mas ainda mantendo alguma aparência de preferência absoluta, para assim manter o Jovem Falcão encantado e interessado. Quando mais tarde ela dança com Harry no banquete pré-torneio, nós vemos que Alayne aceitou as palavras do pai no coração; ela está decididamente mais ousada e brincalhona com Harry, questionando ele sobre suas crianças bastardas, suas mães, e fazendo comentários bem sugestivos sobre ela ser toda a “pimenta” que ele vai querer. O infeliz Harry, previsivelmente em transe, pede pelo favor de Alayne, mas ela nega pra ele dizendo “Você não. Está prometido... para outro”.
Quem será esse “outro” tem intrigado o fandom desde o lançamento da amostra do capítulo há cinco anos. O capítulo não contem maiores revelações ou cenas dramáticas, mas este final age como certo cliffhanger, criando expectativas nos leitores de que o favor de Alayne terá um considerável significado narrativo. Ao escolher seu cavaleiro, nós sabemos que Alayne tem muitas opções, como Martin nos dá a litania de potenciais escolhas da lista de parceiros de dança no banquete, e, não esqueçamos, a conversa com dois personagens imprevisíveis que ela teve mais cedo naquele dia: Sor Shadrich de Vale Sombrio e Sor Lyn Corbray de Lar do Coração. Enquanto Sor Lyn continua sendo um candidato viável, por mais volátil e arriscado que ele seja, podemos excluir Sor Shadrich por enquanto, pois ele diz a Alayne e Myranda que não pretende competir no torneio.
É claro, os leitores sabem que o Rato Louco tem procurado pela Sansa Stark por um bom tempo, finalmente integrado nos serviços de Mindinho como cavaleiro andante ao lado de outros dois, e conhecendo Sansa depois que ela partiu do Ninho da Águia em seu capítulo final de AFFC. Como as conversas no pátio de treino revelam, Sor Shadrich agora sabe que a filha bastarda do Lorde Protetor é realmente a garota Stark desaparecida, e enquanto seu propósito anunciado fosse ganhar a recompensa pelo retorno dela para Porto Real, os leitores ainda estão incertos sobre suas verdadeiras motivações e o que ele irá decidir com essa descoberta. O favor de Sansa, operando neste viveiro fervente de tensões crescentes e subterfúgios, não é mais relevante como um mero gesto de cortesia, mas agora é uma potencial mudança de estratégia nos jogos por um jogador emergente.
Assim, qual cavaleiro seria a melhor decisão estratégica, tanto da perspectiva de Sansa (estando atenta ao crescimento de seu personagem) e de uma consideração mais ampla dos desenvolvimentos da trama envolvendo outros personagens e eventos? Essas questão nos leva seriamente a considerar Sor Byron o Bonito, o cavaleiro andante que nós vemos primeiramente como um do trio de homens que Mindinho contrata para seus serviços no fim de AFFC.
Para começar, uma pequena confissão é necessária: Esta teoria deve seu desenvolvimento à minha frustração em tentar descobrir a verdadeira identidade de Sor Byron, já que estou trabalhando a partir do pressuposto de que Sor Morgarth e Sor Shadrich estão operando sob falsos pretextos no que se refere às suas verdadeiras identidades / propósitos em vir para o Vale de Arryn. Já sabemos que Sor Shadrich está escondendo o fato de que estava procurando por Sansa, mas será que ele também poderia ser outra pessoa, ainda uma figura desconhecida que tem seus próprios motivos nessa busca? Uma teoria popular no fandom sugere que ele é Howland Reed, mas isso está fora do escopo de nossa investigação por enquanto. Com relação a Sor Morgarth, uma de nossas teorias “malucas” aqui em Pawn to Player alega que ele é realmente o Irmão Mais Velho da Ilha Quieta. Faz sentido narrativo, portanto, que Byron também não seja quem aparenta ser, e certamente não está lá para prestar serviço leal ao Senhor Protetor.
Um aspecto importante dessa teoria é que esses cavaleiros andantes parecem estar trabalhando juntos. Com a exceção do momento em que Sansa encontra Shadrich sozinho no pátio no capítulo liberado de TWOW, Martin reforça a imagem de três homens como uma unidade desde a primeira aparição deles no solar de Mindinho até a última aparição deles dançando com Alayne no banquete:
Exatamente como Petyr prometera, os jovens cavaleiros se amontoavam ao redor dela, disputando seu favor . Depois de Ben veio Andrew Tollett, o belo Sor Byron, Sor Morgarth do nariz vermelho, e Sor Shadrich, o Rato Louco. (TWOW, Alayne I)
Em particular, Martin parece querer que nos concentremos em suas aparências, quase como se houvesse pistas a serem discernidas dessas descrições. Isso ecoa nossa primeira introdução a eles em AFFC, quando os leitores deveriam reconhecer imediatamente o astuto Sor Shadrich:
Alayne o abraçou obedientemente e lhe deu um beijo na face.
– Lamento incomodar, pai. Ninguém me disse que tinha companhia.
– Você nunca incomoda, querida. Estava agora mesmo contando a esses bons cavaleiros como minha filha é atenciosa.
– Atenciosa e bela – disse um jovem e elegante cavaleiro, cuja espessa cabeleira loira caía em cascata até bem depois dos ombros.
– Sim – disse o segundo cavaleiro, um indivíduo entroncado com uma espessa barba salpicada de branco, nariz vermelho, proeminente e com veias rebentadas, e mãos nodosas, grandes como presuntos. – Não mencionou essa parte, senhor.
– Eu faria o mesmo se ela fosse minha filha – disse o último cavaleiro, um homem baixo e seco, com um sorriso sardônico, nariz pontiagudo e hirsutos cabelos cor de laranja. – Especialmente perto de homens grosseiros como nós.
Alayne riu.
– São grosseiros? – disse, brincando. – Ora, e eu que os tomei por galantes cavaleiros. (AFFC, Alayne II)
Deixando de lado seus atributos físicos por enquanto, devemos também prestar atenção em como suas respostas "coordenadas" e preparadas para a chegada de Alayne parecem ser. Não há hesitação ou demora. Um após o outro, cada um constrói a afirmação do outro, terminando com o comentário sugestivo de Shadrich sobre "grosseiros como nós". O que temos é uma impressão singular dos três cavaleiros, apesar de suas descrições variadas, levando a uma conclusão razoável de que eles decidiram combinar seus esforços e recursos para um objetivo comum. Se o objetivo é simplesmente sequestrar Sansa e devolvê-la ao cativeiro em KL como Shadrich fez Brienne acreditar, então a presença do Irmão Mais Velho como Morgarth certamente prejudicaria esse empreendimento. Além disso, embora Shadrich tenha se oferecido para dividir sua recompensa com Brienne, a exigência de dividi-la em três partes pareceria menos do que ideal, para não falar do risco de envolver tipos mercenários não confiáveis ​​que poderiam tentar roubar Sansa e ganhar o resgate total por si mesmos. Não somos informados dos detalhes de como exatamente eles foram contratados por LF em Vila Gaivota, mas que todos os três parecem confortáveis ​​na companhia um do outro é notável e sugere algum tipo de familiaridade ou conexão anterior.
Sor Byron, pela própria natureza de como Martin o descreve, é o mais fácil de ignorar, especialmente à luz das experiências de Sansa, que a ensinaram que exteriores dourados e belos muitas vezes podem ser enganosos, e que é muito melhor julgar alguém em seu caráter e ações. O fato da aparência de Byron lembrar um típico Lannister é provavelmente uma escolha autoral deliberada, destacando como Sansa não está mais cega ou mesmo atraída por esse ideal de beleza - que lhe causou considerável sofrimento e dor. Mas o que fazemos com Byron e por que ele está incluído neste grupo de potenciais ajudantes de Sansa se neste estágio de desenvolvimento dela ele parece ser evidentemente o cara errado? Ao tentar descobrir sua identidade, eu rapidamente percebi que poderia ser mais benéfico se concentrar no papel específico que ele poderia desempenhar na trama e é aí que a ideia de ele ser aquele a receber o favor de Alayne tomou forma.
A partir do momento em que conhece Alayne, Byron desempenha o papel do cavaleiro arrojado, elogiando sua aparência e beijando sua mão ao sair da sala. Ela o descreve como "elegante" e "jovem" e, mais tarde, no banquete, como "bonito". Não há sentido, no entanto, que o interesse de Alayne em Sor Byron vá além de sua apreciação do fato de que ele foi contratado para reforçar a guarda de LF nos Portões. Então, por que ela o escolheria para usar seu favor de todas as outras opções disponíveis? A razão mais óbvia é que ele é a escolha perfeita para atingir seu objetivo aparente de deixar Harry, o Herdeiro, com ciúmes, como LF a aconselha a fazer durante a conversa nas caves. Por conta própria, Sansa poderia dar seu favor a alguém como Sor Wallace, filho de Anya Waynwood, por quem ela claramente tem empatia e procura salvar do constrangimento quando ele dança com ela no banquete. Ou outra escolha poderia ter sido Sor Lyn Corbray, a quem ela aprecia como um lutador cruel e certamente deixará sua marca no torneio. Que Sor Lyn Corbray pode não ser mais leal a seu pai é algo que desperta a curiosidade de Alayne, um conhecimento potencial que ela poderia explorar no futuro. No entanto, Sor Wallace e Sor Lyn provavelmente não deixarão Harry com ciúmes, já que o primeiro é alguém com quem ele cresceu durante toda a vida, que é estranho e tímido, enquanto o último é conhecido por não se interessar pelos encantos das mulheres , e cuja seleção só pode servir para disparar os alarmes de LF. Byron, com sua notável boa aparência, porte elegante e modos corteses é o cavaleiro ideal para fazer Harry se sentir irritantemente inseguro. Depois de sua rápida conversa com Harry no banquete, Sansa soube ainda melhor do que antes que ele é um tipo superficial, que valoriza a aparência acima de tudo pela maneira como fala sobre seus amantes e, ao mesmo tempo, alguém que é bastante fácil de manipular. Sua primeira impressão de Harry é reveladora:
Sor Harrold Hardyng era um futuro senhor em cada centímetro; proporcional e bonito, aprumado como uma lança, duro de músculo. Homens com idade suficiente para terem conhecido Jon Arryn em sua juventude diziam que Sor Harrold tinha sua aparência, ela sabia. Ele tinha um tufo de cabelo loiro-areia, olhos azuis pálidos, nariz aquilino. Joffrey também era gracioso , ela lembrou a si mesma . Um monstro gracioso, é isso o que ele era. O pequeno Lorde Tyrion era mais gentil, mesmo retorcido. (TWOW, Alayne I)
Ainda não vimos nenhuma evidência de que Harry é um "monstro atraente"da mesma forma que Joffrey, mas a comparação é significativa. Isso ressalta o tema de aparência versus realidade que percorre o arco de Sansa e enfatiza a ironia de Byron ser o único a receber seu favor neste momento. Ao contrário da Sansa de antigamente, que se derreteu pelo Cavaleiro das Flores durante o Torneio da Mão, esta Sansa poderia escolher um cavaleiro valente para um propósito totalmente diferente, usando seu favor não como uma declaração decorativa de afeto, mas como uma isca deliberada. Isso se alinha perfeitamente com o papel secreto em que Sor Byron já poderia estar envolvido, e torna não apenas Harry, mas também Petyr Baelish, como as figuras enganadas. A escolha de Sor Byron uniria a relevância desses misteriosos cavaleiros errantes e apresentaria uma oportunidade para Sansa descobrir seu verdadeiro propósito. Até agora, os três parecem estar se mantendo discretos, mas os comentários de Sor Shadrich a Sansa no pátio sugerem que ele está planejando agir em breve. A escolha de Sor Byron, apesar de Sansa não ter conhecimento do que eles planejam ainda, pode ser vista como uma bênção simbólica de sua missão clandestina. Também expande o espectro da influência que ela tem exercido desde o planejamento até a execução do torneio dos cavaleiros alados.
submitted by CasaGolden to Valiria [link] [comments]


2020.09.29 02:54 arrux1 Eu finalmente me reconheci e me aceitei bissexual

Então OPs, demorou quase 22 anos pra ficha cair completamente que eu não sou "hetero flex" "quase hetero" "bi de balada" ou qualquer outra coisa que eu me auto rotulava no passado por medo. Nessa pandemia, depois de passar muito tempo sozinha comigo mesma, eu me peguei pensando em me envolver mais romanticamente com meninas. Fumei um beck, comecei a viajar e a epifania veio: eu tinha dúvidas pela minha sexualidade no passado, não porque eu era hetero e fiquei "curiosa", mas porque sempre fui bissexual, me reprimia muito e me forçava numa caixa que nunca coube em mim.
"Sou hetero tenho certeza disso"
Eu vim de uma familia cristã muito conservadora, e desde criança eu já não era uma menina que perfomava 100% a feminilidade... ao mesmo tempo que gostava de barbie, também gostava de hotwheels, bolinha de gude, CDZ e várias outras coisas que se diziam de meninos. Gostava muito de andar entre os meninos, mas ao mesmo tempo gostava muito de ballet... Porém, justamente por ser criada ouvindo de todos os lados que homossexualidade era doença e com medo de ser espancada pelo meu pai homofóbico, eu imbuti na minha cabeça que eu era hetero e não podia ser mais nada além daquilo.
"Sou hetero... né?"
O tempo passou e comecei a ter meu primeiro contato com a pornografia aos 11 anos de idade e eu só pesquisava por corpos femininos. Na verdade até tinha um pouco de dificuldade de me sentir atraída pelo corpo masculino nessa época. Ao mesmo tempo, comecei a performar mais masculinidade no ensino fundamental e minha mãe começou a perceber e começar a tentar me repreender, me comprava varias sapatilhas e vestidos, me perguntava incessantemente se eu não estava interessada em alguma amiguinha do colégio... eu ficava me perguntando o pq daquilo... já que eu era hetero, não era?
"Gosto de meninas e meninos, mas sou hetero"
Meus primeiros crushs adolescentes eram todos homens gays efeminados ou homens que não tinham a virilidade muito marcada/não perfomavam masculinidade e tinha traços mais delicados (isso é um padrão de atração meu até hoje). Até que aos 13 anos me apaixonei por uma menina que perfomava masculinidade. Quase ninguem sabia daquilo além de uma amiga minha... posteriormente minhas "paixonites" por meninas começaram a ficar mais recorrentes, mas deixava isso de lado, era só uma fantasia da minha cabeça... era mais confortável pra mim pensar assim... lembro de um diálogo com uma amiga minha "eu não experimento pq e se eu acabar gostando? O que eu faço?"
"Acho que sou hetero"
Dos 14 aos 17 anos, namorei dois meninos diferentes (em tempos diferente, rs), porém passei a considerar nesse meio tempo que talvez fosse legal beijar outras meninas também... não que eu não fosse hetero, mas só pra experimentar...
"Sou quase hetero"
Comecei a beijar meninas pela primeira vez durante a universidade, só para matar a curiosidade...
"Assim, hetero hetero msm eu não sou não"
Meus "beijos de festa" com meninas ficaram cada vez mais frequentes, mas tinha muito medo de desenrolar qualquer flerte ou relacionamento mais profundo... mas medo de que? Você não era hete... mas peraí, heteros não beijam pessoas do mesmo sexo, heteros não se atraem sexualmente por pessoas do mesmo sexo... eu sou bi? Não pode ser...
"Acho que sou bi"
Sinto falta me relacionar mais romanticamente com outras mulheres. Aliás, se a sociedade não tivesse todos esse preconceito e se eu nascesse numa família mais liberal, eu tenho certeza que eu já teria apresentado algumas namoradas pra minha família...
"CARALHO PUTA QUE PARIU EU SOU BI E AGORA PORRA"
É como eu me sinto nesse momento. Queria mostrar nesse relato que isso nunca e jamais foi uma escolha minha. Talvez possa ter sido uma escolha performar minha sexualidade na sociedade, mas o impulso sexual e romantico sempre esteve lá, nunca foi uma escolha. Se eu pudesse escolher, nunca teria atração em outras mulheres com a família que eu tenho. Meus amigos sempre me aceitaram, mas morro de medo da rejeição dos meus pais, principalmente do meu pai. Ainda tenho muito medo de tudo, principalmente de ser espancada por ele. Acho que vou demorar muitos anos antes de contar isso pra minha família. Enfim, eu me sinto feliz em ter finalmente me entendido, mas ao mesmo tempo chorei muito pq me toquei o quanto fui dura comigo mesma nesse tempo todo.
submitted by arrux1 to desabafos [link] [comments]